quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Empresário Condenado por Aplicar “Voadora” em Idoso em Briga de Trânsito

Em um desfecho que traz um sopro de justiça para a comunidade de Santos, no litoral de São Paulo, o empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado. O crime chocante, que tirou a vida do idoso César Fine Torresi, de 77 anos, ocorreu em junho de 2024 e deixou marcas profundas na família e nos moradores da Baixada Santista.

O Que Aconteceu no Dia Fatídico

No dia 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, César atravessava a rua com o neto de 11 anos quando Tiago freou bruscamente seu carro. O idoso se apoiou no capô para não cair, mas o empresário saiu do veículo e desferiu uma voadora no peito da vítima, causando sua morte. O neto presenciou tudo, um trauma que afeta crianças e famílias locais até hoje.

Essa agressão gratuita por motivo fútil – qualificada pela Justiça como homicídio com recurso que impossibilitou a defesa – reflete preocupações crescentes com a violência no trânsito em Santos. Moradores da região sabem como pequenas discussões podem escalar, impactando vidas inocentes.

O Julgamento e a Condenação

O júri popular, realizado no Fórum da Barra Funda em São Paulo, terminou na madrugada de 14 de janeiro de 2026. Os jurados rejeitaram a tese da defesa de lesão corporal seguida de morte, condenando Tiago por homicídio qualificado. A pena foi agravada em um terço porque a vítima era idosa, e a juíza Patrícia Álvares Cruz determinou uma indenização mínima de R$ 300 mil aos herdeiros de César.

A família de César, representada pelo filho Bruno Cesar Fine Torresi, expressou alívio após anos de espera. “É um passo para a cura, mas nada traz meu pai de volta”, disse Bruno em entrevistas. Essa sentença reforça a importância de proteger idosos na sociedade, um tema caro à população de Santos, onde muitos idosos vivem e circulam diariamente.

Repercussões na Comunidade

O caso gerou comoção em Santos, com manifestações pedindo justiça durante a reconstituição do crime em junho de 2024. Tiago, que chorou no local e alegou transtorno bipolar, já tinha histórico de agressões. A denúncia do Ministério Público por homicídio qualificado e a manutenção do júri popular em instâncias superiores mostram que a voz da comunidade foi ouvida.

Para famílias da Baixada Santista, essa condenação é um alerta: violência no trânsito não pode ser tolerada. Iniciativas locais, como campanhas de conscientização, ganham força para prevenir tragédias semelhantes, priorizando a empatia e o respeito aos vulneráveis.

Enquanto a defesa recorre, a população espera que essa decisão inspire mudanças positivas, garantindo ruas mais seguras para todos.

Fonte: G1

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